Geneal é líder de mercado no Brasil

Exame de vínculo de parentesco por DNA, fecundação in vitro e clonagem são alguns dos serviços oferecidos pelo laboratório Geneal das Empresas Brasif

Fundado em 2009 pela Brasif, o laboratório Geneal é líder em desenvolvimento genético no Brasil. Com sede localizada no município de Uberaba (MG), a Geneal conta com estrutura de última geração e corpo técnico científico altamente qualificado.

Atualmente, o laboratório oferece tecnologias voltadas à seleção e multiplicação animal, dentre elas, o exame de vínculo de parentesco por DNA, a fecundação in vitro, congelabilidade dos embriões e dos ovócitos, além de clonagem de bovinos.

“A Geneal foi concebida como instrumento de inovação para o setor produtivo. Fazemos a articulação entre academia, empresas de desenvolvimento em biotecnologia, com a Embrapa, e o cliente, que também é um grande parceiro dentro desse sistema. Temos compromisso com a evolução da pecuária brasileira”, afirma o presidente da Brasif, Jonas Barcellos.

GENEAL

O Geneal é o único laboratório no Brasil que tem patente licenciada junto à empresa americana ViaGen para produzir clones de animais. Pioneiro em clonagem de bovinos, a Geneal começou a ofertar o serviço em 2009. Nesse mesmo ano, produziu o primeiro clone zebuíno que recebeu registro genealógico no Brasil (a fêmea Divisa Mata Velha TN 1), o que representou um marco no avanço da ciência e da tecnologia na pecuária nacional.

“Quando fizemos o nosso primeiro clone, a Divisa Mata Velha TN 1, provamos que era viável resgatar material de animais. A Divisa original estava muito velha e logo depois faleceu. Ou seja, conseguimos repor o estoque daquele animal excepcional”, afirma Rodolfo Rumpf, Diretor Executivo da Geneal.
Hoje, o laboratório Geneal produz aproximadamente 60 clones por ano, mas possui estrutura com capacidade de produção anual de 500 clones. Além disso, a Geneal conta com outras parcerias internacionais com empresas líderes em desenvolvimento genético para clonagem de equinos e pets (cães e gatos).

A clonagem é uma técnica que permite a produção de cópias de um determinado animal pela reconstrução embrionária a partir das células somáticas deste doador. A ferramenta possibilita maximizar a exploração da genética de animais melhoradores ou garantir a preservação das qualidades de indivíduos com características especiais.

“Acreditamos que a clonagem é um multiplicador de animais de alto padrão e um elemento chave no aprimoramento genético do rebanho. Esta é uma tendência de longo prazo, que visa aumentar a produtividade da agropecuária brasileira, setor estratégico da economia nacional”, afirma Barcellos.

O agronegócio brasileiro representa hoje 23,5% do PIB e a pecuária é um importante alicerce. O Brasil é dono do segundo maior rebanho bovino do mundo, com cerca de 215 milhões de cabeças, ficando atrás apenas da Índia (que ainda assim, não é grande exportador). Porém, a demanda mundial por proteína deve dobrar até 2050, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), e estima-se que tecnologia tem a responsabilidade de garantir 70% desse aumento da produção.

“Em termos práticos, a Geneal tem o objetivo de viabilizar a conservação da variabilidade genética, acelerar a seleção dos animais de elevado mérito e, simultaneamente, apressar a disseminação dessas características (genes) para a base da pirâmide, que é composta pelo rebanho comercial”, explica Barcellos.

Os descendentes dos animais clonados também são comprovadamente saudáveis e, no caso da raça Nelore, muitos filhos de clones têm conquistado premiações em importantes concursos nacionais. Os clones também são utilizados como reprodutores, multiplicando ainda mais a genética desejada e tornando os produtos mais acessíveis ao mercado, além de viabilizar o investimento com liquidez.

“Atualmente, um clone custa cerca de 50 mil reais para ser produzido. No leilão da Geneal, por exemplo, os embriões dos clones foram vendidos por uma média de 30 mil reais/cada. Posto isso, acreditamos que a clonagem de animais é o futuro da pecuária. É um custo barato, para manter no rebanho uma genética superior”, afirma Rodolfo Rumpf, Diretor Executivo da Geneal.

Passo-a-passo da clonagem Geneal:

1 – Coleta da Biópsia

A técnica de clonagem inicia-se com a coleta da biópsia, quando um pedaço de pele é retirado do animal a ser clonado. Nele está a amostra genética (DNA) necessária para multiplicá-lo. Para garantir a exatidão no isolamento, a equipe da Geneal viaja o Brasil coletando as amostras dos exemplares que serão clonados. A pele pode ser retirada da orelha ou da cauda. Depois de coletada, a amostra é higienizada e armazenada em um líquido próprio para ser transportada até o laboratório.

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2 – Isolamento da célula doadora de núcleo

A biópsia passa por uma série de processos de limpeza para ficar isenta de qualquer possível contaminação. Em seguida, é colocada em uma pequena garrafa própria para cultivo. Após três ou quatro dias, as células se aderem à base do recipiente. Assim, a célula que doará o núcleo pode ser isolada e, depois, utilizada na reconstrução de embriões clones e/ou congelada.

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3 – Aspiração folicular e maturação in vitro

Um dia antes da clonagem, os ovócitos receptores que receberão o material genético a ser clonado são colhidos. Uma doadora (da mesma raça do clone) tem os ovários aspirados e os ovócitos são enviados ao laboratório, onde são maturados.

4 – Enucleação e reconstrução

Maturado, o ovócito tem seu núcleo (onde fica o DNA) removido. Depois é feita a transferência da célula isolada da amostra de pele do animal a ser clonado para dentro do ovócito enucleado.

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5 – Eletrofusão e ativação

Depois de reconstruído, o ovócito e a célula doadora são fundidos, o que possibilita a formação do novo zigoto (célula resultante da união do gameta masculino ao feminino). Depois de fusionado, o embrião reconstruído ainda precisa “ganhar vida” – o que naturalmente acontece nas tubas uterinas, mas em laboratório é concretizado com substâncias químicas. Depois disso, os embriões reconstruídos são lavados e colocados num meio de cultivo onde irão se desenvolver. Ao término de uma semana se tornam embriões aptos para serem transferidos para receptoras.

6 – Transferência dos embriões, nascimento e entrega dos clones

O embrião é depositado no útero da vaca receptora, por meio de método não cirúrgico. A gestação é monitorada. Após o parto, os bezerros clones também são acompanhados com exames bioquímicos e, a partir de 30 dias de nascidos, podem ser liberados para os clientes.

Sobre a Brasif 

A Brasif foi fundada em 1965, por Jonas Barcellos, para atuar no setor de produtos siderúrgicos. Hoje, suas atividades atuais se estendem aos mais variados segmentos, como venda e aluguel de máquinas pesadas, varejo, empreendimentos imobiliários, investimentos financeiros, biotecnologia, açúcar, álcool e bioenergia, agricultura e pecuária.

Desde sua fundação, a Brasif busca criar valor no longo prazo, através do empreendedorismo, pioneirismo, inovação e antecipação de tendências econômicas. A Brasif também busca continuamente melhorar a rentabilidade de seus negócios através do crescimento e do aumento da eficiência operacional.

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